POL√ćTICA

Delatora cita ministro de Lula, Rui Costa (PT), no centro do escândalo da compra de respiradores de R$ 48 milhões nunca entregues por empresa de maconha

Por sou curitiba

03/04/2024 às 16:04:18 - Atualizado h√°
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Polícia Federal (PF) revelou indícios que relacionam o atual ministro da Casa Civil de Lula, Rui Costa (PT), a possíveis irregularidades em um contrato de R$ 48 milhões para a aquisição de respiradores nunca entregues durante a pandemia, quando ele ocupava o cargo de governador da Bahia.

A informação foi divulgada pelo site UOL. Segundo as investigações da PF, o nome de Rui Costa surgiu em delação premiada feita pela empres√°ria da empresa de maconha respons√°vel pelo negócio, que j√° restituiu R$ 10 milhões aos cofres públicos e apresentou extratos banc√°rios que indicam transfer√™ncias a intermedi√°rios da transação.

O contrato foi estabelecido com a empres√°ria Cristiana Prestes Taddeo, da empresa que comercializa produtos à base de maconha Hempcare, que recebeu R$ 48 milhões do governo, porém não entregou nenhum respirador.

Em 2022, Taddeo firmou um acordo de delação premiada com a vice-PGR na época, Lindôra Araújo. A colaboração foi homologada pelo ministro do STJ, Og Fernandes, também em 2022.

O ex-governador petista da Bahia também foi citado em depoimento à PF por um ex-secret√°rio de governo, que afirmou ter fechado o negócio por ordem do atual ministro de Lula, Rui Costa (PT).

Para receber benefícios em seu processo, Taddeo reembolsou R$ 10 milhões aos cofres públicos e confessou uma série de irregularidades no negócio baiano.

A empres√°ria argumentou aos agentes que o contrato foi redigido de forma desfavor√°vel ao governo da Bahia, incluindo o pagamento adiantado, e também afirmou que a empresa não tinha a documentação necess√°ria para a operação.

Além disso, Cristiana Prestes Taddeo alegou ter recebido informações privilegiadas para elaborar sua proposta de preço ao governo da Bahia.

De acordo com ela, a venda foi fechada com autorização de Rui Costa e intermediada por um empres√°rio baiano que se apresentou como amigo do governador (agora ministro de Lula) e da então primeira-dama Aline Peixoto.

De acordo com ela, esse amigo de Costa teria solicitado o pagamento de comissões pelo negócio, totalizando R$ 11 milhões.

"Achei que as tratativas para celebração do contrato com o Consórcio Nordeste ocorreram de forma muito r√°pida, mas entendi que eu estava sendo beneficiada porque havia combinado de pagar comissões expressivas aos intermediadores do governo", disse Taddeo na delação.

A empres√°ria disse aos agentes da PF que recebeu um telefonema, em abril de 2020, do então secret√°rio da Casa Civil do governo da Bahia, Bruno Dauster, demonstrando interesse em adquirir os respiradores da Hempcare.

De acordo com o depoimento de Dauster à PF, foi o próprio Rui Costa quem forneceu o contato da Hempcare, com instruções para que negociasse com eles a compra dos respiradores.

A empres√°ria informou na delação que o próprio Dauster ressaltou nos di√°logos que "dependia da autorização de Rui Costa dos Santos [governador do Estado da Bahia] para tomar as decisões".

A empres√°ria disse à PF que recebeu informações privilegiadas sobre o valor m√°ximo que seria pago pelos itens.

E, assim, foi firmado um contrato para a compra de 300 aparelhos, ao preço de 28.900 dólares cada (aproximadamente R$ 145 mil).

O pagamento ao Hempcare foi realizado antes da entrega dos respiradores, que não ocorreu devido à falta de disponibilidade por parte da empresa chinesa respons√°vel pelo fornecimento, de acordo com a empres√°ria.

Taddeo alega que j√° havia pago as comissões dos intermedi√°rios do negócio e não conseguiu reaver o dinheiro.


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Fonte: Gazeta Brasil
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